Tudo cresce na Educação a Distância (EAD): número de alunos, de instituições autorizadas, de cursos oferecidos, de empresas que investem na modalidade e, a cada expansão, é maior a certeza de que o futuro é ainda mais promissor à modalidade de ensino que teve mais de 1,2 milhão de estudantes em 2005.
Para mensurar o tamanho desse crescimento, o Instituto Monitor desenvolveu a maior pesquisa já realizada sobre o setor. Com o apoio do MEC (Ministério da Educação) e parceria com a ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), o Instituto Monitor desenvolveu e publicou o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (ABRAEAD).
Em sua terceira edição, o ABRAEAD, que será lançado em abril, trará os números expansivos da modalidade no Brasil e quais as perspectivas de crescimento no período. A publicação vai abordar, ainda, temas como modelos de apoio tutorial aos alunos, evasão, formatos dos cursos, variedade da oferta e distribuição geográfica das escolas, além de pesquisa com universidades corporativas e empresas fornecedoras de produtos e serviços às instituições que praticam Educação a Distância.
As pesquisas para o ABRAEAD/2007 já estão sendo realizadas pelo Instituto Monitor. São quatro tipos voltados a instituições de ensino e empresas que realizam educação corporativa. Nesta edição, haverá espaço reservado para anúncios. Parceiros com projetos voltados para a EAD ou que tenham interesse e atuação relevante neste ambiente são o público-alvo do ABRAEAD para os quatro tipos de anúncios oferecidos na publicação.
Novo site do ABRAEAD
A mesma qualidade das informações do ABRAEAD de anos anteriores pode ser conferida no site www.abraead.com.br. Com visual novo e conteúdo atualizado periodicamente, a página virtual tem o principal objetivo de divulgar a publicação e se tornar fonte de pesquisa oficial sobre a educação a distância no Brasil.
O site traz um histórico sobre as principais matérias do ABRAEAD na mídia, veiculadas em nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e revistas como Veja, Época, Educação, Nova Escola e Melhor Gestão de Pessoas, além de diversos sites. Na seção “Artigos”, o visitante da página pode conferir textos que expressam a opinião de profissionais da área. Em “Adquira o seu”, os interessados podem comprar o ABRAEAD e recebê-lo no local em que escolherem.
Por: http://www.institutomonitor.com.br/blog/index.php/2007/01/16/ead-em-tamanho-e-proporcao/
O X da questão: Educação
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
As Tic’s no contexto da ead: limites e possibilidades
Diante das transformações que vêm acontecendo em nossa sociedade, podemos considerar que estamos vivendo tempos de discussão que nos permitem refletir sobre as tecnologias de informação e comunicação no contexto da Educação a Distância (EAD).
A sociedade vigente caracterizada pela seletividade e dualismo pode restringir a EAD em vários pontos, que por uma legislação específica, podemos entendê-la como meio para inclusão, na qual visa a partir de um espaço interativo, troca de saberes em que deve ser potencializadas competências que possam garantir a formação de um cidadão atuante na presente sociedade.
A apropriação das mídias e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), no cenário da EAD faz resignificar o conceito de conhecimento. É através das ferramentas tecnológicas, a partir de mediações atuantes que as potencialidades se afloram, o tempo e espaço, já não são mais problemas, proporcionando uma educação sem distância, sem tempo, levando o sistema educacional a assumir um papel, não só de formação de cidadãos pertencentes aquele espaço, mas a um espaço de formação inclusiva em uma sociedade de diferenças.
Nesse entendimento, as novas tecnologias e técnicas de ensino, bem como os estudos modernos sobre os processos de aprendizagem, fornecem recursos mais eficazes para atender e motivar os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Porém, para muitos educadores, esses recursos ainda apresentam-se como companheiros estranhos, embora se reconheça que a sua utilização no processo está se tornando cada vez mais relevante. Assim, é necessária a presença desses recursos nos cursos de formação de professores e/ou como meio pedagógico para potencialização de competências e habilidades.
O cenário atual da EAD vem passando por transformações a partir de um contexto de mudanças de valores, em que a diversidade cultural é presente, tendo um significado maior em sua contextualização, de saberes e conhecimentos, assumindo um papel importante na sociedade vigente, na qual a globalização gera uma necessidade de comunicação e informação sem fronteiras.
Na EAD, a importância de um planejamento aberto a mediações cooperativas, com caráter flexível, se faz pertinente a partir de uma nova concepção do fazer pedagógico, comprometido com um espaço de trocas, em que a autonomia da construção do conhecimento assume um papel significativo ao que se refere um processo educativo consistente preocupado com a atuação de um indivíduo, totalmente, crítico-reflexivo.
Diante dessa realidade devemos fazer apropriação das TIC’s de forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais.
As mídias surgem como mediatizadora, assumindo papel de informação e comunicação. No espaço escolar sua contribuição é relevante a ponto de proporcionar uma inter-relação necessária para formação de uma visão holística da presente problemática. As diversidades que aparecerão promoverá uma percepção além do que nos é imposto, em sua totalidade será formado um momento de aceitação ou não de culturas, diversas, na qual deverá surgir a igualdade como direito e o preconceito como um ponto negativo que denuncia uma sociedade dualista.
Diante desta realidade, o conceito dos recursos didáticos assume um novo papel frente ao surgimento de meios tecnológicos aplicados à educação a partir da prática pedagógica planejada. Na realidade, a idéia de fazer uso das TIC’s é mais abrangente. O uso das mídias educacionais trabalhadas de forma integrada vem nortear a inserção dos sujeitos envolvidos no cenário atual, sociedade tecnológica, além de que viabiliza o processo de formação na modalidade à distância.
O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído.
As TIC’s propiciam novas linguagens no espaço educacional, no qual a intencionalidade tem um significado ao que se refere sua potencialidade. Vale ressaltar que oferecem meios facilitadores, os quais devem estar interligados, caso contrário, não garantirão uma postura dialética do processo de construção de uma práxis comprometida como uma nova paisagem formativa.
Assim, de acordo com a perspectiva construtivista da aprendizagem é possível então construir conhecimento a partir do que já sabemos e do que somos capazes de fazer, utilizando os recursos das novas tecnologias. Logo sugerimos reflexões acerca das tecnologias de informação como meio dinamizador da aprendizagem. Qual o impacto do uso das TIC’s no processo de aprendizagem? Como estimular a produção de material didático para introduzir no aprendizado através do uso de ferramentas das TIC’s? Quais os fatores complicadores e estimuladores para o uso das TIC no aprendizado? Quais ferramentas das TIC’s poderão ser mais facilmente utilizadas para o processo de dinamização do aprendizado?
Por Rodiney Marcelo
Colunista Brasil Escola
A sociedade vigente caracterizada pela seletividade e dualismo pode restringir a EAD em vários pontos, que por uma legislação específica, podemos entendê-la como meio para inclusão, na qual visa a partir de um espaço interativo, troca de saberes em que deve ser potencializadas competências que possam garantir a formação de um cidadão atuante na presente sociedade.
A apropriação das mídias e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), no cenário da EAD faz resignificar o conceito de conhecimento. É através das ferramentas tecnológicas, a partir de mediações atuantes que as potencialidades se afloram, o tempo e espaço, já não são mais problemas, proporcionando uma educação sem distância, sem tempo, levando o sistema educacional a assumir um papel, não só de formação de cidadãos pertencentes aquele espaço, mas a um espaço de formação inclusiva em uma sociedade de diferenças.
Nesse entendimento, as novas tecnologias e técnicas de ensino, bem como os estudos modernos sobre os processos de aprendizagem, fornecem recursos mais eficazes para atender e motivar os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Porém, para muitos educadores, esses recursos ainda apresentam-se como companheiros estranhos, embora se reconheça que a sua utilização no processo está se tornando cada vez mais relevante. Assim, é necessária a presença desses recursos nos cursos de formação de professores e/ou como meio pedagógico para potencialização de competências e habilidades.
O cenário atual da EAD vem passando por transformações a partir de um contexto de mudanças de valores, em que a diversidade cultural é presente, tendo um significado maior em sua contextualização, de saberes e conhecimentos, assumindo um papel importante na sociedade vigente, na qual a globalização gera uma necessidade de comunicação e informação sem fronteiras.
Na EAD, a importância de um planejamento aberto a mediações cooperativas, com caráter flexível, se faz pertinente a partir de uma nova concepção do fazer pedagógico, comprometido com um espaço de trocas, em que a autonomia da construção do conhecimento assume um papel significativo ao que se refere um processo educativo consistente preocupado com a atuação de um indivíduo, totalmente, crítico-reflexivo.
Diante dessa realidade devemos fazer apropriação das TIC’s de forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais.
As mídias surgem como mediatizadora, assumindo papel de informação e comunicação. No espaço escolar sua contribuição é relevante a ponto de proporcionar uma inter-relação necessária para formação de uma visão holística da presente problemática. As diversidades que aparecerão promoverá uma percepção além do que nos é imposto, em sua totalidade será formado um momento de aceitação ou não de culturas, diversas, na qual deverá surgir a igualdade como direito e o preconceito como um ponto negativo que denuncia uma sociedade dualista.
Diante desta realidade, o conceito dos recursos didáticos assume um novo papel frente ao surgimento de meios tecnológicos aplicados à educação a partir da prática pedagógica planejada. Na realidade, a idéia de fazer uso das TIC’s é mais abrangente. O uso das mídias educacionais trabalhadas de forma integrada vem nortear a inserção dos sujeitos envolvidos no cenário atual, sociedade tecnológica, além de que viabiliza o processo de formação na modalidade à distância.
O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído.
As TIC’s propiciam novas linguagens no espaço educacional, no qual a intencionalidade tem um significado ao que se refere sua potencialidade. Vale ressaltar que oferecem meios facilitadores, os quais devem estar interligados, caso contrário, não garantirão uma postura dialética do processo de construção de uma práxis comprometida como uma nova paisagem formativa.
Assim, de acordo com a perspectiva construtivista da aprendizagem é possível então construir conhecimento a partir do que já sabemos e do que somos capazes de fazer, utilizando os recursos das novas tecnologias. Logo sugerimos reflexões acerca das tecnologias de informação como meio dinamizador da aprendizagem. Qual o impacto do uso das TIC’s no processo de aprendizagem? Como estimular a produção de material didático para introduzir no aprendizado através do uso de ferramentas das TIC’s? Quais os fatores complicadores e estimuladores para o uso das TIC no aprendizado? Quais ferramentas das TIC’s poderão ser mais facilmente utilizadas para o processo de dinamização do aprendizado?
Por Rodiney Marcelo
Colunista Brasil Escola
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Tão sonhado Diploma
A Educação a Distância (EaD) é um projeto institucional, o qual traz uma mudança considerável para o âmbito educacinal, quebrando paradigmas que diz respeito ao um novo conceito de ensino-aprenzidado e mostrando a importancia da tecnologia no mundo atual.Além disso, a inserção ao mercado de trabalho ficou muito mais fácil, embora ainda haver preconceito contra cursos nessa modalidade.
O surgimento do EaD não implica no desaparecimento de outras universidades que tenham outros métodos de ensino, porém atualmente contamos com empresas online que possibilitam de forma mais rápida, flexivel e com menor custo, para aqueles que almejam ter a educação continuada e o tão sonhado diploma. Se ao invés do tradicional ensino presencial você opta por um curso de educação à distância, saiba que nada que antes era oferecido, foi trocado por um mero computador, por que não foi! Além do que, vem atingindo alunos de localidade distantes, onde não existe nenhuma rede de ensino, ou/e horários cujo ficam de difícil acesso como de aulas presenciais.
Proporcionando flexibilidade do horário local e a melhor hora em que se quer estudar, no entanto, querer um grande comprometimento e disciplina do aluno pela busca de informação e aprendizado diário do mesmo.Contudo é necessário priorizar estudo, planejar a rotina de forma que traga uma bagagem de parendizado para a dia a dia do acadêmico, contanto sempre com a ajuda de recursos tecnológicos, além de incrementarem o ensino/aprendizagem, sendo elo entre estudantes e docentes.
Embora haja vantagens que venham com esta forma e maneira de estudar, ainda encontramos resistência de empregadores e de alguns segmentos da sociedade. Profissionais formados por meio de cursos superiores a distância ainda são vistos como menos qualificados, por falta de conhecimento e entendimento dos empregados, de que esta nova forma de ensino seja um recurso de incalcúlável importancia como modo apropriado para atender desde as grandes metrópoles até as áreas rurais mais precaria, ou seja, atender a grande contigências de alunos de forma mais efetiva que outras instituições de ensino, sem o medo de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrencia da ampliação da clientela atendida.Com a regulamentação pelo Decreto Federal nº 5.622/2005, o mesmo: " caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional, na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos."
Desde então, as instituições de vem tendo um melhoria consideravel em todos os aspectos.Vale salientar que critérios de qualidade do ensino, infra-estrutura, a qualificação dos docentes, e outros intens relaionados a instituição, foram e são revistos pelo Ministério da Educação, a fim de dar maior credibilidade a essa modalidade de educação. Em resumo, a EaD vem ganhando credibilidade a cada dia e ganhando espaço no mercado, com eficiencia e eficácia na prestação de serviço e tornando-se com futuro promissor.
Educação a distância: histórico, presente e futuro (Por: Enio Rodrigo)
Na educação a distância (EaD) a presença e a participação ganham novos significados
A educação a distância (EaD) é um processo de educação baseado nas tecnologias da informação e comunicação (as chamadas TICs), no qual os alunos e professores geralmente não estão fisicamente presentes no mesmo espaço, nem no mesmo horário. O aluno é autônomo para determinar qual o melhor horário para interagir com as informações e discussões propostas. Mas, se a presença física é menos importante, na EaD cresce a necessidade do aluno mostrar suas opiniões: são elas que garantem ao professor que o aluno – em processo de formação – está do outro lado da tecnologia.“Se no ensino presencial o importante é o aluno estar lá e responder à chamada, na EaD a presença se faz através das inter-relações entre esse aluno e seus professores, colegas – que não estão no mesmo local que ele – e com as informações propostas, que ficam disponíveis naquele receptáculo virtual”, explica Eliane Schlemmer, consultora na área de Educação Digital e Educação a Distância e pesquisadora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em Porto Alegre.
É essa inter-relação, completa a pesquisadora, que garante que aquelas informações vão se transformar em conhecimento. A aprendizagem se dá nesse processo de estabelecimento de relações entre o conhecimento que o sujeito já possui e a nova informação, a fim de atribuir-lhe significado. Mas engana-se quem pensa que um curso no formato EaD é mais fácil do que um presencial. Para toda vantagem, há um custo.
Vantagens e responsabilidades
“As vantagens da EaD são muitas: atingem alunos que estão em localidades distantes, onde não há uma instituição de ensino – seja ela de ensino superior, de especialização ou de pós-graduação – ou então aqueles cujos horários podem não ser compatíveis com um curso presencial. Além disso, pode também ser o ideal para aqueles que não se dão bem com o ensino tradicional”, aponta Marcos Telles, consultor de EaD e um dos fundadores do DynamicLab, empresa especializada em projetos de ensino e educação através das TICs. “Mas existe um perfil de quem se beneficia de EaD: são aqueles alunos que conseguem se organizar com facilidade”, diz.
Opinião similar tem Fredric Michael Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed). “O aluno de EaD tem que ser proativo, ou seja, não depender de cobrança para realizar suas responsabilidades. E precisa ter grande poder de concentração e disciplina pois, ao contrário da escola, o ambiente de EaD pode ser mais heterogêneo, com atividades concorrentes ao estudo”, indica.
Educação continuada
Da mesma forma que os alunos, o perfil dos professores quando o assunto é EaD também precisa ser diferente. “Existem professores com perfil ‘on-line’ e ‘off-line’. Isso é normal. Existem novas competências que são exigidas do professor quando ele desenvolve a docência online. Os com perfil ‘off-line’ têm uma menor interação com a tecnologia e normalmente são adeptos do jargão ‘não mexe que estraga’”, afirma Schlemmer.
Para o perfil de EaD, que é baseado em TICs, acrescenta a pesquisadora, é o inverso: os professores precisam estar preparados para lidar com alunos que justamente aprendem mexendo. Além disso, é importante que esse professor também tenha tido contato com a EaD no papel de aluno. “É complicado saber trabalhar com um processo do qual se conhece apenas uma das pontas. É preciso, em algum momento, estar no lugar de aluno a distância para poder dar significado a como se aprende nessa modalidade”, expõe Schlemmer.
Segundo Litto, existe diferença entre a competência legal e a competência real. “Para a EaD é preciso mais do que o diploma. É preciso ter interesse em desenvolver algo que vá além da lógica aprendida, para lidar com a sala de aula presencial”, enfatiza.
Outra característica, apontam os especialistas, é a necessidade desses professores – que vão agir como tutores do processo de aprendizado – saberem lidar de diversas formas com tecnologias diferentes. A internet, do ponto de vista técnico, é apenas um protocolo de conexão. Nela, existem muitas formas de apresentar as informações, como textos, vídeos e podcasts, entre outros. Porém ainda há tecnologias que saem do padrão da tela do computador, como é o caso dos celulares, sem contar com os aparatos tecnológicos que ainda não se popularizaram.
“Os professores de EaD precisam testar esses limites e potencialidades. Afinal é esse ambiente de interação que vai amenizar, e muito, o sentimento de isolamento inicial sentido pelos alunos. Em algumas entrevistas com alunos de EaD, por exemplo, eu já ouvi a frase ‘o mundo é mudo’, quando eles querem dizer que muitas atividades realizadas com os colegas e professores são baseadas em texto, ou seja, de forma ‘silenciosa’”, conta Schlemmer. A pesquisadora relata que há diferenças claras entre as diferentes gerações de alunos. “Aqueles mais jovens sentem falta de ambientes mais dinâmicos, com tecnologias multimídia, algo que para os outros alunos não era essencial”, exemplifica. O que esses alunos não podem imaginar é que os primórdios da EaD já foram muito mais silenciosos e distantes.
O ensino literalmente a distância
Muito antes da popularização da internet, e consequentemente, do aparecimento da EaD, já existiam diversas experiências – bastante eficazes, de acordo com diversas pesquisas citadas pelos especialistas – com o ensino a distância.
“Conceitualmente, a diferença básica entre as formas de educação a distância está na possibilidade de ação e interação constante entre o aluno e o professor e entre os próprios alunos, mediados por um ambiente colaborativo e cooperativo, sendo que muitas vezes há presença do professor/tutor em contato constante e praticamente em tempo real com o aluno”, explica Schlemmer. No ensino a distância praticado antes do advento das TICs havia apenas a instituição – que fornecia materiais educativos, roteiros de exercícios, testes e, ao final de um período, organizava testes presenciais; e os alunos, que normalmente enviavam os exercícios de volta à instituição para serem corrigidos, faziam uma prova, ao final do curso, para obtenção do diploma. Em algum momento poderia haver a figura do professor e mesmo aulas presenciais, mas não era regra geral.
| Uma das primeiras experiências do tipo data de 1858, quando a Universidade de Londres começou a enviar kits de cursos diversos para alunos em suas colônias. “Foi através desse tipo de iniciativa que Nelson Mandela (principal representante do movimento antiapartheid e ex-presidente da África do Sul), muitos anos depois, estudou Direito enquanto vivia na prisão”, conta Litto. Nos Estados Unidos, a Universidade de Chicago tinha programas similares para atender alunos de áreas rurais. Na Austrália e Finlândia, os motivos para o ensino a distância era a baixa densidade demográfica, que não viabilizava a construção de escolas ou campi universitários em determinadas regiões do país. No Brasil, o Instituto Monitor, fundado em 1940, foi uma das primeiras experiências na área, apesar dos cursos serem ligados ao desenvolvimento técnico. De forma similar, o Instituto Universal Brasileiro surgiria alguns anos depois. Experiências com aulas via rádio também datam de meados do século XX, com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) apostando na tecnologia disponível na época. “Esses são exemplos do chamado autoaprendizado. O aluno recebia o material (que tinha que ser bastante didático), havia alguns com kits específicos – como o de eletrônica – e fazia o curso por própria conta, algumas vezes fazendo um teste final”, explica Telles. Anos mais tarde, na década de 1970, o Telecurso Segundo Grau, ministrado através da televisão, também contribuiria para a educação de jovens e adultos. Em 2000, este programa sofreu modificações e ganhou versões em VHS e, depois, em DVD. Variações do curso incluíam classes presenciais com o apoio de professores/monitores.. |
Diminuindo as distâncias
Quando a internet se popularizou, entretanto, todas as outras tecnologias ficaram relegadas a segundo plano e os métodos, quase na totalidade, migraram para essa nova plataforma. E foi por meio dessa nova mídia que a EaD se consolidou. Novos formatos e discussões sobre a viabilidade de cursos mais extensos e complexos – como ensino médio e superior, além das especializações e pós-graduações – tomaram corpo.
Em 2005, foi fundada a Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma iniciativa Federal que oferece cursos de nível superior; e, em São Paulo, o Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo – Univesp, lançado em 2009, também caminha para a consolidação de um modelo similar no Estado.
“O crescimento dos cursos de EaD nos últimos seis anos, no Brasil, chegou aos 900%. Foi uma expansão veloz, talvez reflexo de uma demanda reprimida. É positivo por um lado, pois esse número indica mais alunos sendo atendidos: nas instituições de ensino superior que têm o curso presencial e a distância, cerca de 23% se formaram no formato exclusivo EaD”, comenta Litto.
O ponto negativo é que há uma falta de profissionais especializados – professores principalmente – que atendam a essa demanda no curto prazo.
Em outro campo paralelo, os números também crescem: os cursos oferecidos dentro das empresas. “Vão de cursos técnicos a especializações ou treinamentos específicos que não dependem mais de estrutura física. Cargos cujas rotinas são flexíveis – envolvem viagens e pouco tempo no escritório da empresa – agora também podem se atualizar de forma flexível”, contextualiza Telles.
Uma queda na qualidade dos cursos, todavia, não assusta os especialistas. Todos garantem que a EaD – graduações, especializações e pós – é um modelo já consolidado e que os problemas são idênticos aos oferecidos nos cursos presenciais: há projetos muito bons e outros nem tanto. As escolhas pedagógicas ideais para o curso e seu público, um corpo docente bem-preparado e os métodos pensados de forma adequada, são essenciais para o sucesso e qualidade desses cursos – que, aliás, são observados de perto pelo Ministério da Educação (MEC).
“Os brasileiros se dão muito bem com a tecnologia e têm grande facilidade para gerir processos criativos em audiovisual. Isso é um indicativo de sucesso. Além disso, o EaD atende a diversas demandas do país, que passam pela melhoria do acesso à educação de qualidade, pela facilidade de ser uma ótima opção à escola ou faculdade presencial – inclusive em regiões isoladas geograficamente, mas que têm acesso a internet via satélite – e da formação de mão de obra especializada de forma rápida e eficiente”, relata Litto.
Outro aspecto importantíssimo, recordado por Schlemmer, é o desenvolvimento social regional que o EaD pode trazer às cidades pequenas. “Muitos alunos das novas gerações não precisarão mais ter que escolher entre ficar nas suas cidades ou se deslocar para centros maiores para conseguir um ensino de qualidade. Isso ajuda a melhorar a qualificação do jovem, que poderá continuar junto à sua família e à sua comunidade. É um reflexo positivo que normalmente não se considera, mas que é cada vez mais sensível.”
http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/2300
Desempenho de alunos no ensino a distância é semelhante ao presencial ( Por: Blog Instituto Monitor)
Alunos que cursaram educação a distância tiraram as mesmas notas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) quando comparados aos que fizeram cursos de ensino superior presenciais. A pesquisa, feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), analisou pela primeira vez formandos com características semelhantes – idade, renda, estado civil, se trabalha ou não, se estuda em instituição pública ou não – das duas modalidades de ensino. Os alunos são dos únicos quatro cursos a distância em que a quantidade de formandos pode ser comparada às suas versões presenciais: Administração, Matemática, Pedagogia e Serviço Social. Juntos, tinham 288 mil alunos em 2007.
Os técnicos do Inep compararam primeiro as notas médias no Enade de 2005, 2006 e 2007. Os resultados da prova de 2008 ainda não saíram. Os estudantes de educação a distância tiveram, em geral, 6,7 pontos a mais do que os de cursos presenciais. Na análise de alunos com o mesmo perfil, a diferença na nota foi de 0,23 (a favor da presencial), considerado estatisticamente igual a zero.
Recomendo: Blog Instituto Monitor http://www.institutomonitor.com.br/blog/index.php/2009/07/23/desempenho-de-alunos-no-ensino-a-distancia-e-semelhante-ao-presencial/
Os técnicos do Inep compararam primeiro as notas médias no Enade de 2005, 2006 e 2007. Os resultados da prova de 2008 ainda não saíram. Os estudantes de educação a distância tiveram, em geral, 6,7 pontos a mais do que os de cursos presenciais. Na análise de alunos com o mesmo perfil, a diferença na nota foi de 0,23 (a favor da presencial), considerado estatisticamente igual a zero.
Recomendo: Blog Instituto Monitor http://www.institutomonitor.com.br/blog/index.php/2009/07/23/desempenho-de-alunos-no-ensino-a-distancia-e-semelhante-ao-presencial/
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